Pontos gerais

História

Sendo o cereal mais utilizado na história, a cevada parece ter sido cultivada primeiro no Turquistão, Etiópia, Tibete, Nepal e China. A 100 km do Cairo, no Egipto, escavações mostraram que se cultivava cevada há mais de 5.000 anos. Os Hebreus chegaram a atribuir a este cereal um símbolo de poder e um valor bélico partilhado pelos gladiadores romanos e pelos Vikings. Quanto às culturas americanas, elas remontam a Cristóvão Colombo que, em 1492, levou consigo sementes quando partiu da Europa...

Conhecem-se 16 espécies originárias de países amenos e quentes de quase todas as partes do mundo. Em França, encontramos 8 espécies, mas a mais divulgada é a cevada comum (Hordeum Vulgare), originária da Ásia e que forneceu as diversas variedades cultivadas actualmente.

Variedades

A cevada comum (Hordeum Vulgare), cereal de palha da família das poaceas (ou gramíneas), é actualmente produzida a grande escala, principalmente na Europa e América do Norte. Ela representa 7 a 8 % da produção mundial dos cereais, atrás do milho, arroz e trigo.

Entre as variedades cultivadas, distinguimos as cevadas de acordo com critérios fisiológicos e morfológicos:

As cevadas de Inverno são semeadas no final de Setembro / início de Outubro, de modo a aumentar a acção das temperaturas baixas indispensáveis para a produção das sementes (fenómeno de vernalização). Elas podem ter espigas planas com 2 carreiras, ou espigas cilíndricas com 6 carreiras, com o nome de cevada temporã.

As cevadas de Primavera, relativamente sensíveis ao gelo, são maioritariamente semeadas no final do Inverno (Fevereiro/Março). Têm, comparativamente às cevadas plantadas no Outono, um ritmo de desenvolvimento mais rápido, especialmente durante as primeiras fases do seu ciclo.

A distinção das cevadas também se faz de acordo com a sua utilização: Falamos das cevadas forrageiras (ou de moenda) e cevadas para o fabrico de cerveja.

A alimentação animal é o primeiro destino das culturas de cevada. Utilizadas através do fabrico de alimentos industriais ou directamente para o auto-consumo na quinta, estas cevadas forrageiras são adaptadas para a alimentação de suínos e bovinos.

Na alimentação humana, é a fieira do fabrico de cerveja que é o primeiro destino. Após uma selecção rigorosa da variedade, a cevada é o cereal cuja composição (teor em proteínas, sementes revestidas...) está melhor adaptada para o fabrico do malte e da cerveja.